SCRAP
ESSE FOI MEU PARA MINHA AMIGA MARINA
Cumade Casmpesina,
eu inté qi gostaria, di ir preste tá de PAN. Só pra pegá minha inxada e capiná mato rúim, qi sei qi tem di tantão prestas bandas desse lado. Foi satanás qi’nventou, e si espaia, qi tuma tudo, e se nois num tumá cuidado, vai fartá pru nossos fios até raiz de mandíoca, pois dinheiro num se tem pra cumprá o tá do adubo quimio. Trabaio num tem pr’aqui pois a terra num é mais de nois. O ome qi tumô tudo, mandô caba de arma pezada, pra tirá nois lá da terra, quemaram toda nossa roça, onde trabaiamos de só, a só. No pedacinho de chão - coisa pouca que ficou - os bichinho qui nois criava, deu de fugir de lá, cum medo do fogareu. Galinha já não temo mais, pra cagá na pouca terra, qi restou pra nois prantá e fazer nascer bem grande uma raiz de mandíoca, qi’nté daria pra matar fome de vez, dos meu sete brugelinho -.era dez, mas Deus cum pena, levou três, qi é pra mode alimentar pois istavam tão magrinhos que nem andar conseguia.
Sei qi é pedi demais,
mas tumara Deus levasse nois tudo pra la de veiz, num me robariam mais nada
teria a moita como morada, e relva pra nos dormir
cumida então di fartura,
do lado de Nossa Sinhora
qi é mãe de todos os pobre, e Jesus Cristo nosso irmão, que morreu pra sarvá nois.
Apois qui aqui Campesina,
até onestidade dos fracos,
se compra, cum punhado de farinha...
inté tusdia cumade

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